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Eragon 2 de outubro de 2005

Filed under: Livros — patkovacs @ 12:39
Furando fila dos livros que esperam minha resenha por aqui, está o lançamento (no Brasil…) ERAGON, que narra as aventuras de um garoto simples de 15 anos que tem seu destino completamente alterado quando encontra um ovo de dragão.
 
Eragon vivia tranquilamente na miséria numa fazenda afastada da cidadela Carvahall, um lugarejo perdido no meio do nada. Vivia na boa com seu tio e primo. Órfão de pai e mãe, sua vida dá uma reviravolta quando, enquanto caçava suprimentos para passar o inverno, encontra um grande ovo azul que pensa se tratar de uma pedra preciosa.
 
Muitas coisas acontecem até que o ovo se quebra e um dragãozinho sai de dentro dele. Neste momento, a vida, o futuro e destino de Eragon mudam competamente. E muitas tragédias o aguardam… e algumas glórias também. Saphira, uma dragonesa de belas escamas azul, se integrará a Eragon e farão parte um do outro para todo o sempre.
 
O livro é semelhante as histórias de RPG, com elfos, magia, cavalheiros, dragões, espadas, monstros… passa-se numa terra ficticia, Algaerezia, comandada por um rei tirano chamado Galbatorix. Não é um tema criativo, mas Paolini, o autor de apenas 21 anos de idade (e os 3 livros da trilogia da Herança já escritos), o conduz de forma cativante.
 
Se quiser um best seller interessante, essa é uma boa pedida! E já tá na hora de pôr Harry Potter pra escanteio. Não é a toa que os livros Eragon e sua continuação Eldest, já bateram em vendas do moleque mago!
 
Lançado recentemente no Brasil pela Editora Rocco, que fez um bom trabalho de tradução, mantendo todos os nomes complicados no orginal (em detrimento à merda de tradução que fez com a saga Harry Potter!). A faixa de preço varia de R$ 31 à R$ 39. O livro conta com 466 páginas e uma bela capa, que também não foi adulterada, seguindo o mesmo padrão do oficial.
 
 

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O melhor das COMÉDIAS DA VIDA PRIVADA 27 de agosto de 2005

Filed under: Livros — patkovacs @ 18:54
 Do impagável Luiz Fernando Ver!ssimo, que dispensa demais apresentações
 
São 87 contos, destes 35 inéditos. Luiz Fernando Ver!ssimo dá um show em simplicidade e originalidade. Seus contos não tem início, nem fim, são apenas alguns flash do cotidiano pra lá de besta de pessoas como você ou eu. Alguns contos são apenas meia dúzia de diálogos, quase algo non-sense, que você pára e pensa: putz, por que eu não faço algo assim? É tão simplório, mas tão bacana!
 
Uns curtas the flash:
 
No elevador
Conto erótico. "Lambo você todinha", disse o homem no ouvido da mulher, no elevador. A mulher firme. Silêncio. No décimo andar, o homem falou de novo: "Lambo… Palavra engraçada, né?"
Nunca tinha se dado conta. Está bem, mais ou menos erótico.
 
Nervinho
Aquela conversa de travesseiro, "Quem é o meu quindinzinho?". "Sou eu". "Quem é a minha roim-roim-roim?" "Sou eu", e ele inventou de dizer que jamais se separariam e que ele seria, para ela, como aquele nervinho da carne que fica preso entre os dentes, e ela disse "Credo, Oswaldo, que mau gosto!", e saiu da cama e depois nunca mais. Acabou por metáfora errada.
 
Saudade
A ilha só não é uma ilha deserta de cartum porque em vez de uma palmeira tem várias. Mas o resto é igual. Os náufragos são dois. Dá para ver o tempo que estão na ilha pelo comprimento das suas barbas, e as barbas batem no joelho. Estão falando sobre mulher.
(O que estão falando? Não conto! Compre o livro! Esse conto aqui tem 3 páginas e não vou ficar digitando isso não :P)
 
A parte técnica da coisa:
O livro tem 292 páginas, 87 contos digididos por temas como ‘fidelidades & infidelidades’, ‘encontros & desencontros’, ‘eles e/ou elas’, ‘família’, ‘pais e filhos’, ‘no bar’ e ‘metafísicas’. Lançado recentemente pela editora Objetiva, é uma edição revisada pelo próprio Ver!ssimo e, ao que ME parece, acho que vem aí um segundo volume. Este custou R$ 35, muito bem empregados 🙂
 
Vários livros de Ver!ssimo estão sendo relançados pela Objetiva. Não deixe de conferir.
 
 
 

Cidadela

Filed under: Livros — patkovacs @ 18:05
Vamos voltar à resenha de livros. Tenho montes pra resenhar, mas vamos com calma…
 

Nesta reestréia vamos de ‘CIDADELA’, de Antoine de Saint-Exupéry, considerada a obra máxima do autor de ‘O Pequeno Principe’.

 
Assim como todos os filósofos – e metidos à… – Antoine de Saint-Exupéry é um deles, e que acha que tomou a pílula da verdade do mundo em algum lugar que bebeu demais e acordou alguns dias depois ao lado da puta mais podre que encontrou… Blasfêmia?
 
O livro até começa bem… trata-se de um Rei que tem que governar uma pequena cidade encrustrada e perdida no meio do deserto. Vão se reflexões, filosofadas e outras conversas baratas. Há até o ponto em que o Governante (o próprio Exupéry) desafia Deus a mostrar sua cara em sonhos…
 
Há muitas repetições, o autor dá voltas em círculo diversas e diversas vezes. Sempre retorna ao tema "templo" e "exército" seja lá o que ele ache que signifique isso. Talvez pessoas inteligentes e sensíveis o entendam… eu não. A princípio, até é compreensível, mas com a repetição martelando na sua cabeça, a coisa torna-se exaustiva e enfadonha. Pra mim, o cara fumou alguns e tomou muito chá de cogumelo ¬¬’
 
Não há diálogos, pois, apesar do livro ser cotado como um romance, não é uma história narrativa. Aliás, Cidadela está mais para anotações de alguém solitário e entediado com o mundo, vivendo dentro de seu arrogante umbigo com seu arrogante ar blasé, do que qualquer outra coisa. Mas algo é bom! Graças a Deus que Exupéry morreu na guerra e não finalizou essa obra, pq ele pretendia dedicar mais uns 10 anos encima dela!!
 
Bem ou mal, separei umas frases ditas no livro que achei original. Como um todo, na minha reles opinião, é um lixo, coisa de quem tem o rei na barriga e se acha o senhor da verdade e mistério do mundo. Mas umas tiradas são bem legais e dá até para usar de lema em alguma coisa…
 
"Amar-me é, antes do mais, colaborar comigo."
 
"O que importa é ir para e não ter chegado, porque jamais se chega a alguma parte a não ser na morte."
 
"O certo é que só se pode viver daquilo que pode fazer morrer. E o que recusa a morte recusa a vida."
 
"Quando as verdades são evidentes e absolutamente contraditórias, o que tens a fazer é mudar de linguagem."
 
"O raio feriu-te no coração, mas o coração estava pronto para o raio."
 
"A tua alma alimenta-se do sentido das coisas e não das coisas."
 
A parte técnica do livro:
 
Título original: CITADELLE. Publicada originalmente em 1948, quatro anos após o desaparecimento de Exupéry na guerra, em pleno vôo. Publicado pela editora Editions Gallimard, na França. O livro tem 518 páginas e 219 capítulos.
 
Orelha:
 
"Cidadela, de Antoine de Saint-Exupéry, herói quase legendário da segunda guerra mundial, "um dos homens transcedentais do seu século", na expressão do biógrafo Marcel Migeo, é das obras mais valiosas do após-guerra, intemporal e íntima ao mesmo tempo. Publicada pela primeira vez em 1948, quatro anos após o desaparecimento do autor, ela nos oferece a suma de todos os temas exuperianos. Meditação de ressonâncias bíblicas, é o "livro de sua vida".
 
Saint-Exupéry na juventude foi um excelente estudioso de filosofia. Anotava em pequenos cadernos os seus pensamentos, as suas observações. Onde quer que estivesse, ia enchendo as páginas destes com a sua escrita por vezes indecifrável (nem os intelectuais ententem ¬¬...), e os guardava numa mala de couro que levava consigo sempre que se deslocava. Pouco antes do trágico acontecimento, ocorrido na manhã de 31 de julho de 1942, Saint-Exupéry pediu a seu chefe e amigo, o coronel Gavoille, que, caso não voltasse de uma das perigosas missões que tinha então a realizar, entregasse o seu espólio ao Dr Georges Pélissier, em casa de quem se alojara durante sua estada em Argel de agosto de 1943 ao mês de maio do ano seguinte. A 10 de agosto de 1944, duas semanas após a morte do escritor-aviador, Gavoille atendeu ao pedido do ex-camarada. Entre outros pertences de menor valor, encontram-se anotações, desenhos e os manuscritos de Cidadela.
 
Saint-Exupéry começou a trabalhar nesta obra em 1936. "Estou escrevendo um poema", disse um dia a Pélissier. Continuou a redigi-lo nos anos que passou nos Estados Unidos. Em 1943, o original contava com 915 páginas datilografadas. E era pensamento do autor dedicar-lhe mais dez anos no trabalho. A Galloz, um amigo, confidenciou: "Em comparação com essa obra, todos os meus livros não passam de exercícios."
 
Autor dos conhecidos ‘Terra dos homens’, ‘Piloto de guerra’, ‘Correio do sul’, ‘Vôo noturno’ e ‘O pequeno príncipe’, Saint-Exupéry, o homem, o escritor, o filósofo, viveu intensamente sua vida. Sua obra deixa evidente uma experiência humana profunda e inquieta, na qual a solidão, o silêncio, as imagens do deserto, o problema do tédio e da morte, do prazer e da liberdade, do "sentido da vida", são os temas constantes. Embora tenha perdido a fé ainda na infência, Cidadela é, para muitos críticos, a obra de um escritor que procura Deus. Grande aventura literária, filosófica e humana, revestida por uma luz inefável de poesia, este livro é também uma pesquisa comovente de um novo conceito de civilização, edificada no coração dos homens, e voltada para o futuro."
 
Eu acredito que para tudo há idade certa para se viver… quem sabe daqui há uns 10 anos eu não veja Cidadela de forma mais ampla e enxergue o que ela quer passar? Mas, por ora….
 
  

 

Completa! 23 de agosto de 2005

Filed under: Livros — patkovacs @ 6:05
Coleção completada!!!
AAAAAAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEHHHHHHHHHHHHHH
*\/*
Desenho & Pintura – Tinta e Carvão – comprado!!!!!!!!!!!!!!
Ontem à noite 😀
 

Algo de Bom: LIVROS!! 21 de agosto de 2005

Filed under: Livros — patkovacs @ 14:28
Nessa ferinha de livros intinerante, que se instala por um curto período em cada bairro da Cidade, é possível encontrar bons e/ou interessantes livros até mesmo por R$0,50! Também é possível encontrar livros novos, lacrados, recém-lançados, à preços inferiores que se encontra em Livrarias.
 
Comprei alguns muitos livros, não lançamentos, nem todos zero km, mas em bom estado e a ótimos preços! Foi o caso dos livros da coleção ‘Desenhe & Pinte’, que há anos venho buscando para completar a minha coleção – que contava apenas com 3 míseros livros ¬¬’. Quase completa a coleção, apenas me falta o "Desenhe & Pinte – Tinta e CArvão", que talvez eu adquira esta semana ainda. Cada livro saiu a R$ 5,00, que acho que foi muito bem aplicados.
 
Outro livro que comprei foi ‘Harry Potter e a Pedra Filosofal’, o primeiro livro da série do menino bruxo. O livro é zero km e me custou o ridículo de R$ 12,00 (aliás, R$ 10, como desconto pelos livros ‘Desenhe & Pinte’ que levei junto + um outro livro da banca de R$ 2 que saiu de grátis =])
 
Outros livros que adquiri, em outra ocasião, foram todos de banca de R$ 1, alguns completamente novos, zerados, e comprei mais como fonte de arquivo de consulta para algum trabalho que venha fazer em desenho. É o caso do Guia de Botequins do Rio, um belo catálogo com belas fotos em P/B, ótimas referências para quadrinhos e/ou ilustras. No mesmo balaio foi ‘Coreografia de uma década’, um catálogo belíssimo da RioArte sobre teatro e dança, ricamente ilustrado com fotos também em P/B e muitas descrições.
 
Outros livros semi-novos (da banca de 1 conto), ainda não sei se valem, mas aparentemente, sim! Tão bem bonitinhos e parecem msm que jamais foram sequer folheados… são eles, os felizes que viveram na minha estante cheia de cupim, dentro de um saco plástico:
 
‘As minhas asas’, coletânea de contos de Alcides Brandão de Mendonça Lima. Não sei quem é o autor, mas a sinópse do livro me interessou – e suas 340 páginas tb!
 
‘O Nariz & outras crônicas’, coletânea de contos curtos de Luíz Fernando Veríssimo… não precisa se ler pra se saber que é bom =]
 
‘O Esqueleto – mistério da Casa de Bragança’, de Victor Leal, que nada menos é que um alter ego de Aluíso de Azevedo, Olavo Bilac, Pardal Mallet e Coelho Neto! Com ilustrações de Angelo Agostine (o ‘pai’ dos quadrinhos no Brasil), ‘O Esqueleto…’ é uma coletânea de folhetins publicados no início do século XX na Gazeta de Notícias.
 
‘Novelas Exemplares’, de Miguel de Cervantes Saavedra. Sim, é ele mesmo, o autor de Dom Quixote de La Mancha. Esse livro, em capa dura carmesim e detalhes dourados, poderia estar num museu de velha que tá (edição de 1970 pela Abril Cultural), mas, incrivelmente, muito bem conservada (apenas o amarelado inevitável do papel).
 
Há outros livros, alguns que ganhei no início do mês (que farei resenhas aqui, mais tarde) e mais alguns livros que li nessas minhas andaças diárias de trem (que também farei alguma resenha, mas depois). Então aguarde até o próximo post sobre livros que, certamente, esses vão entrar. Na fila estão ‘Cidadela’, de Saint-Exupéry; ‘Comédia da Vida Privada’, de Veríssimo; ‘Notas de um velho safado’, de Bukowski; ‘Divina Comédia’ (terminar a resenha de Inferno e partir pro Purgatório e Paraíso) de Alighieri; e ‘Histórias Extraordinárias’, de Allan Poe (em nova edição e tradução de Clarice Linspector).
 
Preciso me organizar muito bem para resenhar, senão tudo, ao menos os mais interessantes que eu já li.
 

Um Pouco Sobre o Inferno de Dante 3 de julho de 2005

Filed under: Livros — patkovacs @ 8:36

 

 Divina Comédia – Parte I – Inferno
 
Oiê! Como esse é o meu livro da semana, que ainda não terminei de ler dentro do trem, vou comentar algumas coisinhas. Como se trata de um clássico da literatura universal, vale muito a pena dedicar uns instantes e umas linhas a ele, embora eu não seja digna de tal tarefa, mas talvez seja interessante comentários de um semi-leigo em literatura 🙂
 
O livro que tenho em mãos é uma versão quase didática, traduzida e comentada pelo poeta e escritor Cristiano Martins, autor de Elegia de Abril, Poemas, Camões – Temas e Motivos da Obra Lítica, Luz Reflexa, Rilke – O Poeta e a Poesia, Goethe e a Elegia de Marienbad, A Seta e O Alvo, A Vida Atribulada de Dante Alighieri (que consta nesta edição de Divina Comédia) e Inferno de Dante (este mesmo que comentarei, com tradução e notas dissertativas).
 
Então, vamulá!
 
Divina Comédia é um Poema Épico que começou a ser escrito em 1303 e levou 10 anos para ser concluido. Alguns ‘Danteólogos’ (Especialistas em Dante Alighieri!) acreditam que os primeiros esboços começaram mesmo em 1300. A história é narrada em forma de Poesia e foi originalmente escrita em italiano, o idioma de Dante, contrariando o costume da época de se escrever obras do calibre de Divina Comédia em latim. Fatos, pessoas e personalidades que fizeram, de uma forma ou de outra, parte da vida de Alighieri, desfilam pelo poema, que tem base no catolicismo, mas, em nenhum momento, deve ser tomado por uma obra religiosa. Através de Divina Comédia, é possível entender um pouco dos acontecimentos que ocorreram na época de Dante e ainda um pouco anterior a ele. A geografia local é constantemente citada no poema, fazendo até mesmo parte da "geografia do Inferno".
 
E o fato do nome ser, Divina COMÉDIA, não significa que é uma literatura de humor! Passa batido e muito longe disso. A Comédia é o oposto da Tragédia, portanto, a narrativa seria com um começo brando e que se embrutecia ao longo da leitura até chegar a um fim cruel, logo trágico. A narrativa da Comédia é o oposto disso, como bem poderá perceber na obra de Alighieri, que começa trágica (descendo ao Inferno), caminha para a redenção (indo ao Purgatório) e finalmente alcança a glória, um fim brando (chegada ao Paraíso). Se eu não fosse um semi-leigo em Literatura, explicaria melhor isso ¬¬"
 
Tudo começa quando Dante Alighieri, vivo e em pessoa, encontra-se perdido numa densa selva escura e tenebrosa. Sem saber onde está e menos ainda como sair dali, Dante é surpreendido por três figuras representadas por animais: a Pantera, que representa, para uns dantólogos, a luxúria, para outros, a cidade de Floresça (cidade natal de Alighieri); o Leão, que representa a sorbebia e violência ou a Casa da França (busque no Google essa passagem da história da Europa medieval para entender o porque); por fim, a Loba esquálida, representação da avareza ou da Cúria Romana aliada à Casa da França (tem td a ver com fatos importantes da História, vale a pena dar uma busca para saber os detalhes). Esses três animais, que apareceram diante de Dante em pontos diferentes, o impediam de sair da Selva Escura por qualquer outro meio que não fosse através do Inferno e é aí que a jornada do Poeta começa.
 
Completamente perdido, vem a seu auxílio o Poeta Virgílio (nascido na época de Júlio César, em Roma, e morto, ainda jovem, no ano de 44 a.C.), como uma sombra (alma) que o guiará pelas tortuosas trilhas do Inferno, até chegarem ao Purgatório. Virgílio foi incubido de tal missão por Beatriz Portinari, então um anjo (eterna amada em vida de Dante, porém um amor platônico pois proíbido devido às convenções da época).
 
E assim, em companhia do Poeta Virgílio, ídolo máximo do próprio Dante Alighieri, os dois Poetas descem ao Inferno, que constitui em 9 Círculos (o Inferno tem a forma cônica invertida), em que cada Círculo representa o lugar de pena para cada tipo de pecado cometido, cujas penalidades vão-se tornado mais duras e cruéis.
 
Os Círculos, ou etapas, são:
 
1° Circulo – O Limbo:
Ali encontram-se aqueles que morreram sem batismo e as grandes personalidade do Paganismo (todos aqueles que morreram antes do Nascimento de Cristo e, por isso, não tiveram a oportunidade de conhecer a religião Cristã – bem injusto, não?). É ali, tb, a morada eterna de Virgílio.
As penalidades no Limbo são consideradas as mais brandas, que não constitui em torturas físicas, ficando restritas aos sofrimentos de natureza moral e espiritual (que não é menos pior ¬¬").
 
2° Círculo
Onde são penalizados os luxuriosos, que são eternamente arrastado por uma ventania num verdadeiro vórtice de almas penadas. A figura mitológica que guarda o 2° Círculo do Inferno é Minos (Touro), que determinava a que grau do Inferno tal alma tomaria parte; cada volta que Minos dava com sua cauda, representava o Círculo ao qual a alma deveria seguir.
 
3° Círculo
Onde são penalizados os Gulosos (vc notará que que exite um Círculo para cada um dos 7 pecados capitais), os pecadores por intemperança (Glutonaria). A pena ali imposta é que as almas são atingidas eternamente por uma chuva que jamais cessa e também têm seus "corpos" dilacerados pelas garra de Cérberos, outro ser mitológico, um cão gicante de três cabeças e baba ácida. Porém, na visão de Dante, Cérberos é um demônio metade homem, metade cão, ainda com as 3 cabeças.
 
4° Círculo
Ávaros (os pão-duros) e Pródigos (os gastões) dividem o mesmo Círculo, porém separados por uma linha intransponível que separa ávaros e pródigos em dois campos. A penalidade aqui é as almas rolarem enormes rochas e injuriarem-se mutuamente. O guarda deste Círculo é Pluto.
 
5° Círculo
Para chegar ao 5° Círculo, DAnte e Virgílio têm que transpor o rio Estige e fazem-no através da barca do demônio Flégias. A partir do 5° Círculo, começa a derradeira do Inferno, onde fica a entrada para a Cidade de Dite (Lúcifer) e onde estão condenados os pecadores de maior gravidade, que se graduam ao nível em que se descem, com penalidades cada vez mais torrentes. Ali os guardas eram Anjos rebeldes, condenados pelos Céus a tornarem-se demônios e guaridas dos muros da Cidade de Dite. Ali, as almas penadas são castigadas vivendo no mar de lodo que é o rio Estige.
 
6° Círculo
Foi necessário o auxílio de um Anjo, a pedido de Beatriz, para que os dois Poetas adentrassem a Cidade de Dite, indo ao 6° Círculo. Os demônios que ali guardavam seu portão, não permitiram a entrada de Dante e Virgílio. Nesse 6° Círculo padecem os heréticos (aqueles que praticaram doutrina contrária ao que foi definido pela Igreja em matéria de fé) e sua penalidade é viver dentro de sepulcros em chamas eternas. Aqui já começa as penalidades terem graus diferentes de tortura de acordo com a gravidade do pecado cometido e cada Círculo – a partir deste 6° – é dividido em giros, e cada giro a tortura se torna mais intensa.
 
7° Círculo
Possui 3 giros. O 7° Círculo são castigadas as almas dos violentos, que são de 3 tipos, e cada qual é separado pelos 3 giros (lembrando-se que cada vez mais profundo se desce ao Inferno, mais grave é o pecado da alma e logo mais terrível é a sua pena). O primeiro giro ficam os violentos contra outrens, que são os homicidas e ladrões a mão armada; no segundo giro estão os violentos contra si mesmos, os suicidas; e no terceiro e último círculo são punidos os sodomitas e blasfemos, os violentos contra a Natureza.
Seu guarda é o Minotauro, filho de Minos e Pasifaé, morto por Teseu, príncipe de Atenas. Ali as almas são submersas em sangue fervente. Para evitar que as almas fujam do fervente mar de sangue, há uma guarda composta por Centauros, flexando aqueles que dali tentam escapar. Essa era a pena do primeiro giro, destinado aos violentos contra outrem.
No 2° giro, os dos suicidas e dos dissipadores; os primeiros transformados em nodosas árvores; os segundos são eternamente perseguidos e estraçalhados por cães ferozes.
No 3° giro encontram-se os violentos contra Deus, contra as artes e contra a natureza (sodomitas). Ali os pecadores são atingidos por uma eterna chuva de fogo, que não se dissipa nem quando toca o solo, cremando tudo a sua volta.
 
8° Círculo
 Chamado MALEBOLGE, o 8° Círculo possui 10 valas (ou giro). A narração sobre este punúltimo Círculo leva quase metade do livro, onde Dante e Virgílio se detém por um tempo maior.
Este será bem difícil de descrever…
 
Na primeira vala encontram-se os rufiões (Indivíduo que se mete em brigas por causa de mulheres de má reputação) e os sedutores. Apena (urgh, nogenta!) é ficarem imersos num mar de fezes!!
 
Na segunda vala encontram-se os sedutores/aduladores, flagelando-se intermitentemente com as próprias mãos.
 
Na terceira vala estão os simoníacos (aquele que trafica ou vende coisas sagradas ou espirituais, tais como sacramentos, dignidades, benefícios eclesiásticos, etc). Estes ficam enterrados de cabeça para baixo dentro da rocha, donde apenas é possível ver os pés e panturrilhas, além de sair constantemente chamas de dentro da cova em que o danado se encontra. As chamas têm maior ou menor intensidade de acordo com a intensidade do crime cometido. É pra cá que irão os pastores evangélicos XDD E neste giro, encontra-se o papa Nicolau III e espera-se a chegada, para o mesmo giro, do papa em exercício (em 1300), Bonifácio VIII e o francês (o papa que viria a substituir Bonifácio) Clemente V (Bértrhd de Sout, Arcebispo de Bordeaux – responsável pela translação da Sante Sé de Roma para Avinhão (França).
 
* "A passagem de um para outro compartimento de torturas fazia-se, ali, sempre através das arestas ou pontalões de pedra que, ressaindo das penhas do báratro (Grande massa de rocha isolada e saliente de um Abismo, precipício, voragem ou o próprio inferno.), iam unindo, como pontes, pelo alto, as diversas valas." *
*Dissertação do tradutor Cristiano Martins.
 
Quarta vala – Ali pagam seus pecados os mágicos, adivinhos e afins. Com seus rostos voltados às costas (a cabeça virada a 180° do corpo), caminhavam a esmos, o que seria adiante. O crime por querer desvendar o futuro, que "só a Deus pertence", cuja pena é jamais poder olhar pra frente, novamente.
 
Quinta vala – Encontram-se os funcionários corruptos e venais, os traficantes de cargos e inflências, os prevaricadores (aqueles que faltam, por interesse ou por má fé, aos deveres do seu cargo, do seu ministério) e trapaceiros. (OBS: Quando vc for mandar algum político pro inferno, aproveite e indique a localidade em que ele ficará: no quinto giro do oitavo Círculo XDD). Todos permanecem, neste giro, mergulhados num poço de betume fervente. Os danados, ali, eram assistidos por Demônios alados (Malebranche) munidos de ganchos e arpões, que os supliciavam (supliciar = torturar, afligir, molestar, magoar), impedindo-os de saírem ou permanecessem à tona do poço de betume.
 
Sexta vala – Para que Dante e Virgílio pudessem chegar à 6ª vala, era necessário transpor uma ponte de pedras, que não mais existia; a tal ponte havia ruído durante a crucificação de Cristo, por obra Divina. Então os dois poetas tiveram que transpor através de uma estreita trilha, de onde já podiam avistar os outros condenados da vala em questão.
Na vala sexta encontram-se os hipócritas, que carregam sobre as cabeças e ombras uma pesada capa de chumbo. Como os hipócritas, que têm por característica pensar de uma forma e agir/falar de outra, assim o era sua pena: suplício e dor internar enquanto ostentavam rico e dourado manto de chumbo (chumbo é dourado??) Lá encontravam-se os Frades Gaudentes (Irmãos da Vrigem Maria). Note que os religiosos não se salvam do Inferno, logo, religiosidade não significa bondade e justiça.
Ainda neste giro, encontra-se um personagem crucificado na rocha, no chão; trata-se de Caifás, que aconselheu os Feriseus a condenarem Jesus. Outros em mesma situação eram Anaz (sogro de Caifás) e os outros juízes do Sidério (que conderam Jesus). Acredita-se que tal condenação que iniciou as desgraças que até hoje assolam os judeus.
 
Sétima vala – Encontram-se os ladrões, que fogem em vão de enormes serpentes que, ao picá-los, aos ladrões, estes entram em combustão e reduzem-se a cinzas, renascendo em carne logo em seguida, para então tornarem ao mesmo ciclo de suplício.
 
Oitava vala – As chamas longas que ali se avistava eram as almas dos condenados que perpetuavam-se naquele castigo, de serem eternamente cremados. Os danados em questão eram os conselheiros fraudulentos e pérfidos. Por acaso, Dante era um conselheiro em Florença, e ao avistar tal penalidade que homens de mesmo cargo que ele eram submetidos no Inferno, este ficou tão impressionado que assumiu o autocompromisso de jamais cometer os mesmo erros daqueles que ali danavam.
(OBS: ‘danado’ é aquele que é condenado ao inferno! Mto cuidado ao usar essa palavra ;-])
 
Nona vala – Aqueles que promovem a discórdia entre os povos e as pessoas (Bush vai pra cá, Bush vai pra cá!) e causam cismas religiosas permanecem nesta vala, sendo açoitados por golpes e multilações em fio de espada, num ciclo. O condenado, andando em círculo, ao passar pelo Demônio que ali impingia o castigo, era acertado por sua espada, que o mutilava horrendamente, mas tal ferimento se cicatrizava ao longo do círculo em que andava, para, então, sofrer novo açoite. Encontram-se, ali, duas importantes figuras da história: Maomé (fundador do Islamismo – 560 ~ 633), Píer de Medicina (político de Bolonha), Cúrio (responsável por causar discórdia entre os Romanos, por calúnias ditas a César) e Bertran de Bórnio (trovador de Provença, que, enquanto estava na Inglaterra, induziu o príncipe Henrique a matar o próprio pai, Henrique II).
 
Décima Vala – Ali estão os falsários
 
(daqui a pouco continuo)
  
 

 

Divina Comédia – O Inferno! 28 de junho de 2005

Filed under: Livros — patkovacs @ 6:09
 
 
Alguém por aí tem alguma tabela pra saber os estágios da loucura??
 
Minha viagem de ida e volta do trabalho leva duas horas e tento aproveitar da melhor maneira possível esse tempo disperdiçado, lendo. O livro desta semana (e que deve pegar a outra semana ainda) é a DIVINA COMÉDIA, de Dante Alighieri, um clássico da Literatura Universal escrito no séc XIV; trata-se de um imenso poema épico divido em 3 partes: Inferno (que está no livro que começo a ler), Purgatório e Paraíso. O livro é uma edição de 1991 da editora Villa Rica, traduzido do poeta Cristiano Martins (de Elegia de Abril) e trás 136 de belas ilustrações feitas a bico de pena por Gustave Doré, no séc XIX. Essa edição, em especial, foi escolhida para compôr as bibliotecas das escolas do Rio na gestão de Brizola.
A loucura, inicialmente dita, é que estou emocionada por finalmente ter a oportunidade de ler este livro (cheguei a sonhar com isso). Como comecei ontem, ainda estou na introdução, falando sobre a vida de Alighieri… isso é normal??
Mas nem tudo é perfeito! Não tenho a segunda parte de Divina Comédia!! Só descerei ao Inferno, mas não terei a oportunidade de redenção com o Purgatório de ascender ao Paraíso!!! Se vc conhecer algum cebo do Rio que tenha esse segundo livro, por Deus!, me avise!
 
Vou nessa, tenho que desconectar! 6:07h da manhã, hora de dar início da jornada do dia!
 
E obrigada pelo contato, Tom! Minha semana será mais legal por sua causa!
 
Abraços!