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Cidadela 27 de agosto de 2005

Filed under: Livros — patkovacs @ 18:05
Vamos voltar à resenha de livros. Tenho montes pra resenhar, mas vamos com calma…
 

Nesta reestréia vamos de ‘CIDADELA’, de Antoine de Saint-Exupéry, considerada a obra máxima do autor de ‘O Pequeno Principe’.

 
Assim como todos os filósofos – e metidos à… – Antoine de Saint-Exupéry é um deles, e que acha que tomou a pílula da verdade do mundo em algum lugar que bebeu demais e acordou alguns dias depois ao lado da puta mais podre que encontrou… Blasfêmia?
 
O livro até começa bem… trata-se de um Rei que tem que governar uma pequena cidade encrustrada e perdida no meio do deserto. Vão se reflexões, filosofadas e outras conversas baratas. Há até o ponto em que o Governante (o próprio Exupéry) desafia Deus a mostrar sua cara em sonhos…
 
Há muitas repetições, o autor dá voltas em círculo diversas e diversas vezes. Sempre retorna ao tema "templo" e "exército" seja lá o que ele ache que signifique isso. Talvez pessoas inteligentes e sensíveis o entendam… eu não. A princípio, até é compreensível, mas com a repetição martelando na sua cabeça, a coisa torna-se exaustiva e enfadonha. Pra mim, o cara fumou alguns e tomou muito chá de cogumelo ¬¬’
 
Não há diálogos, pois, apesar do livro ser cotado como um romance, não é uma história narrativa. Aliás, Cidadela está mais para anotações de alguém solitário e entediado com o mundo, vivendo dentro de seu arrogante umbigo com seu arrogante ar blasé, do que qualquer outra coisa. Mas algo é bom! Graças a Deus que Exupéry morreu na guerra e não finalizou essa obra, pq ele pretendia dedicar mais uns 10 anos encima dela!!
 
Bem ou mal, separei umas frases ditas no livro que achei original. Como um todo, na minha reles opinião, é um lixo, coisa de quem tem o rei na barriga e se acha o senhor da verdade e mistério do mundo. Mas umas tiradas são bem legais e dá até para usar de lema em alguma coisa…
 
"Amar-me é, antes do mais, colaborar comigo."
 
"O que importa é ir para e não ter chegado, porque jamais se chega a alguma parte a não ser na morte."
 
"O certo é que só se pode viver daquilo que pode fazer morrer. E o que recusa a morte recusa a vida."
 
"Quando as verdades são evidentes e absolutamente contraditórias, o que tens a fazer é mudar de linguagem."
 
"O raio feriu-te no coração, mas o coração estava pronto para o raio."
 
"A tua alma alimenta-se do sentido das coisas e não das coisas."
 
A parte técnica do livro:
 
Título original: CITADELLE. Publicada originalmente em 1948, quatro anos após o desaparecimento de Exupéry na guerra, em pleno vôo. Publicado pela editora Editions Gallimard, na França. O livro tem 518 páginas e 219 capítulos.
 
Orelha:
 
"Cidadela, de Antoine de Saint-Exupéry, herói quase legendário da segunda guerra mundial, "um dos homens transcedentais do seu século", na expressão do biógrafo Marcel Migeo, é das obras mais valiosas do após-guerra, intemporal e íntima ao mesmo tempo. Publicada pela primeira vez em 1948, quatro anos após o desaparecimento do autor, ela nos oferece a suma de todos os temas exuperianos. Meditação de ressonâncias bíblicas, é o "livro de sua vida".
 
Saint-Exupéry na juventude foi um excelente estudioso de filosofia. Anotava em pequenos cadernos os seus pensamentos, as suas observações. Onde quer que estivesse, ia enchendo as páginas destes com a sua escrita por vezes indecifrável (nem os intelectuais ententem ¬¬...), e os guardava numa mala de couro que levava consigo sempre que se deslocava. Pouco antes do trágico acontecimento, ocorrido na manhã de 31 de julho de 1942, Saint-Exupéry pediu a seu chefe e amigo, o coronel Gavoille, que, caso não voltasse de uma das perigosas missões que tinha então a realizar, entregasse o seu espólio ao Dr Georges Pélissier, em casa de quem se alojara durante sua estada em Argel de agosto de 1943 ao mês de maio do ano seguinte. A 10 de agosto de 1944, duas semanas após a morte do escritor-aviador, Gavoille atendeu ao pedido do ex-camarada. Entre outros pertences de menor valor, encontram-se anotações, desenhos e os manuscritos de Cidadela.
 
Saint-Exupéry começou a trabalhar nesta obra em 1936. "Estou escrevendo um poema", disse um dia a Pélissier. Continuou a redigi-lo nos anos que passou nos Estados Unidos. Em 1943, o original contava com 915 páginas datilografadas. E era pensamento do autor dedicar-lhe mais dez anos no trabalho. A Galloz, um amigo, confidenciou: "Em comparação com essa obra, todos os meus livros não passam de exercícios."
 
Autor dos conhecidos ‘Terra dos homens’, ‘Piloto de guerra’, ‘Correio do sul’, ‘Vôo noturno’ e ‘O pequeno príncipe’, Saint-Exupéry, o homem, o escritor, o filósofo, viveu intensamente sua vida. Sua obra deixa evidente uma experiência humana profunda e inquieta, na qual a solidão, o silêncio, as imagens do deserto, o problema do tédio e da morte, do prazer e da liberdade, do "sentido da vida", são os temas constantes. Embora tenha perdido a fé ainda na infência, Cidadela é, para muitos críticos, a obra de um escritor que procura Deus. Grande aventura literária, filosófica e humana, revestida por uma luz inefável de poesia, este livro é também uma pesquisa comovente de um novo conceito de civilização, edificada no coração dos homens, e voltada para o futuro."
 
Eu acredito que para tudo há idade certa para se viver… quem sabe daqui há uns 10 anos eu não veja Cidadela de forma mais ampla e enxergue o que ela quer passar? Mas, por ora….
 
  

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One Response to “Cidadela”

  1. Bruno Says:

    Caramba!!!!Imaginava que esse livro fosse um grande clássico. Uma obra prima, mas pelo que estou lendo deve ser uma droga.Ler as memórias de um prepotente deve ser meio chato mesmo…. e vc diz que ele nem terminou o livro!!!Acho que pelo menos algo de util agente acaba tirando, mesmo de leituras como está.Gostei da frase "O raio feriu-te no coração, mas o coração estava pronto para o raio."


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