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Com “amigos” como esses, quem precisa de inimigos? 21 de agosto de 2005

Filed under: Amizade — patkovacs @ 12:07
Desde o meu exílio nos últimos quatro anos, do qual retornei este ano (um erro ter ido, um erro ainda maior ter voltado…) que o meu círculo de amizades vem se diminuindo progressivamente, embora eu tivesse, logo no início do exílio, mantido o máximo que podia os contatos, vindo à Cidade muitas vezes, marcado encontros, telefonado, fazendo visitas. Mas a medida que os "amigos" tornavam-se pessoas "importantes", eles próprios foram cortando os laços. Primeiramente, já não tinham mais tempo para os encontros (não levavam em consideração o meu tempo escasso na visita, na dificuldade até mesmo financeira de vir até o Rio para isso, que fazia com que minhas viagens se tornassem cada vez mais espaçadas), embora eu arranjasse tempo e algum dinheiro para viagem rápida, de apenas um final de semana; nunca responderam aos meu emails e cartões virtuais, embora os recebessem normalmente (há alguns recursos alcaguetes que denunciam isso…); isso sem contar que jamais recebi seus telefonemas (embora, mais uma vez, a otária-babaca aqui se preocupasse em ligar sempre que vinha ao Rio). Sintomas explícitos de que estão ignorando na maior cara dura.
Pois bem, minha tolerância chegou a zero e resolvi chutar o pau da barraca: liguei o foda-se! E depois de muitas outras vezes que vinha ao Rio, sequer mandava um sinal de fumaça que fosse. Para mim, estavam todos mortos, enterrados, putrefatos!
Até que um belo dia de Fevereiro deste ano, um desses falsos amigos resolveu dar as caras, com um suspeito convite de trabalho no Rio, como restaurador. Estava prestes a começar meu curso de inglês e manutenção de micro em Macaé, além de ainda estar trabalhando na copiadora de lá. Achei que valia a pena arriscar…
Valeu pela experiência, valeu pela grana (embora seja uma miséria!) e valeu pra saber o quanto esses falsos amigos são escrotos, arrogantes, presunçosos, maldosos.
Que fique claro que todo aquele tempo de ignorada ainda está preso na garganta.
Que não vou me submeter a capricho de ninguém só porque descolou um trampo de dois míseros de salário e sequer registrado, onde apenas sou mais uma mão-de-obra muito barata.
Que não vou aceitar grosserias de ninguém e entender isso como estresse de trabalho. Porque, como o infeliz do outro disse, é normal que eu seja grosseria e é muito esperado que eu tenha causado uma situação de atrito, mas que o amiguinho dele não é capaz de qualquer tipo de grosseria, sendo um verdadeiro gentil-homem em qualquer situação.
Se eu tiver que ser grossa, agora serei mesmo! Já que toda a paciência que já tive, toda a boa vontade em prestar ajuda, apoio moral, serviço, receber em casa, publicar trabalhos em site e zine, conselhos não significam nada e o menor dos deslizes é o suficinte para cruxificar.
Ouvi muita conversa enfadonha que não queria. Ouvi muita conversinha fiada com pretenções pseudo-filosóficas com notável tom de arrogância e prepotência carregado na voz. Ouvi muito desabafo e pedido de conselho. Ouvi alguns foras e grosseirias, que engoli – pois não se deve arranhar relacionamentos com mesquinharias do tipo. Ouvi tudo isso, porque sempre tive quatro ouvidos e meia boca. E participei com boa vontade. E dava apoio às idéias estapafurdias. E aconselhava com os problemas de casa. E aconselhava o melhor caminho a seguir quando se queria abraçar o mundo com braços atrofiados.
E nada disso valeu. Eu posso e tenho o dever de abaixar a cabeça, engolir sapos. Mas eles não.
Que os dois vão para o Inferno! E que Minos escolha para eles o melhor círculo para penarem!
Isso é ridículo, extremamente ridículo! Tratar com pessoas com mentalidade de pré-adolescente é foda! Com mocinhos paparicados por todos, que não conhecem nada de agruras da vida, mas acreditam terem a pérola da verdade e sabedoria por cursarem uma faculdade.
Por essas e outras acredito que todos devem viver uma tragédia em suas vidas, para saberem quando é motivo e hora para se indignarem. Mas o drama é vivido e representado de acordo com o tamanho da competência do ator. E almas pequenas são dignas de romances de Flaubert. Madames Bovary’s da vida, que suicidam-se por esmolas!
Muito barulho por nada, como na peça de Shakespeare.
Que sejam excluidos e comam o pão que o diabo amassou por serem bastardos. Que vejam aqueles que amam morrerem a sua frente sem poderem nada fazer. Que sejam traídos por aquele a quem confiava a própria vida. Talvez depois disso saibam quanto e porque devem esquentar a cabeça e não venham exigir desculpas e tomar satisfações.
Para mim, acabou de vez, mesmo! Já estava muito desconfiada de tal filantropia. Se pensa em ser adorado, tudo que será é usado e descartado. E que esqueçam e me mantenham exclusa, como fizeram até pouco tempo.
Eu não devo absolutamente nada a ninguém. Digamos que a minha dedicação da época de zine, e-zine, mangá, eventos e tal, tenha sido parcialmente paga.
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One Response to “Com “amigos” como esses, quem precisa de inimigos?”

  1. Unknown Says:

    ^^. Não entendi oque não era prá ninguém entender mais o que eu entendi comento aqui – viu sei até rimar ¬¬ -.APERTE A TECLA FODA-SE PARAA TODAS, PRINCIPALMENTE PARA O MUNDO.O mundo é completo e cheio de pessoas arrogantes e mesquinhas que não fazem porra nenhuma a não ser ocupar esse grande espaço vazio que teria se elas não existissem.Por isso temos um blog para dizermos nossas frustações e descontarmos em nossa raiva em pessoas que nem msabem quem somos…. Aproveite bem essa maravilha da tecnologia.Bjks…. e acalme-se… ou pode acontecer uma tragédia rs


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